quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Governo deve priorizar agricultura familiar como estratégia de produção de alimentos

26/02/2014

Vice-presidente da CUT, Carmen Foro, aponta avanços no incentivo à produção familiar, mas destaca que melhoria social do país exige mudanças na visão sobre o modelo agrícola

Escrito por: Luiz Carvalho


Para Carmen, ascenção social da população brasileira exige maior investimento na agricultura familiar, responsável pela maior parte dos alimentos que os brasileiros comem (Fotos: Roberto Parizotti)
Para Carmen, ascenção social da população brasileira exige maior investimento na agricultura familiar, responsável pela maior parte dos alimentos que os brasileiros comem (Fotos: Roberto Parizotti)
Responsável por 33% do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil e por 74% da mão de obra empregada no campo, a agricultura familiar deve orientar o modelo de produção agrícola no país, defende a vice-presidente da CUT, Carmen Foro.

Para a dirigente, também agricultora familiar, uma nação que tem como prioridade combater a fome deve se preocupar, acima de tudo, com a soberania alimentar e observar que esse modelo de produção é responsável por 70% dos alimentos na mesa dos brasileiros, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

O debate sobre o tema ganha ainda mais destaque em 2014 com a definição pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional da Agricultura Familiar, decisão que, para Carmen, também foi uma vitória brasileira.

“Tivemos papel fundamental nesse sentido por conta da capacidade de mobilização dos movimentos do campo e da decisão política, a partir do governo Lula, de colocar essa forma de produção em destaque.”

O resultado dessa mudança de visão fez diminuir em cerca de 50% a taxa de pobreza rural, o que equivale a 11 milhões de miseráveis a menos somente no campo, segundo estudo do MDA. Ainda de acordo com o levantamento, os programas sociais foram a fonte de renda que mais cresceu no setor (21,4%).

Essa transformação é fruto direto da mobilização dos movimentos sociais, que tiveram as reivindicações sobre crédito e apoio à comercialização dos alimentos atendidas por meio de medidas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que disponibilizará R$ 21 bilhões de crédito para a safra 2013/204.

Refoma agrária – Para Carmen, porém, os avanços precisam se transformar em políticas de Estado para que a continuidade não dependa de uma visão progressista dos próximos governos. Além disso, as medidas não excluem a necessidade de o país retomar a reforma agrária.

“Não é possível produzir comida se não tivermos celeridade tanto em relação à desapropriação de terras para a agricultura familiar produzir, quanto na regularização das áreas. Temos de entrar em um novo ciclo, não é possível tratar tudo como igual, porque não somos iguais ao agronegócio, temos finalidades diferentes. Se o agronegócio é importante para a balança comercial, a agricultura familiar é fundamental para garantir soberania alimentar”, avalia.

De acordo com o Censo Agropecuário mais recente, divulgado em 2006 pelo IBGE, apesar de representar a forma de produção mais presente no campo (84,4%), a agricultura familiar possui apenas 25% das terras no país.

Carmen aponta que um dos problemas é a avaliação do governo Dilma sobre a necessidade de primeiro qualificar os assentamentos e garantir a produtividade para depois voltar a desapropriar.

“O governo precisa sair deste lugar que já está há bastante tempo, de dizer que é muito caro desapropriar. Temos sim muitos assentamentos que não tiveram a atenção devida, mas também temos muita gente precisando de terra para produzir. Mais de 40 milhões de pessoas passaram a ter melhores condições de comer e se não investirmos na produção de alimentos, enfrentaremos problemas.  Precisamos pensar numa reforma agrária que regularize, desaproprie, garanta qualidade de vida para quem está no campo e permita produzir de maneira sustentável”, ressalta.

Cidade – Por ser uma atividade que tem como mão de obra essencialmente o núcleo familiar e é voltada ao consumo interno, em contraste com o agronegócio, que utiliza trabalhadores contratados e é voltada à exportação, a agricultura familiar precisa de incentivos para quem produz sem agrotóxico como forma de baratear o custo do alimento ao consumidor.

“Isso depende de decisão política. Até agora, tivemos a construção da Política Nacional de Agroecologia, que significa um avanço importante, mas ainda precisa de muito tempo para sua consolidação e de maiores investimentos. Devemos ter algo amplo para mudar a lógica de produção agrícola no nosso país”, afirma.

Esse modelo precisa também levar em conta as condições da família que produz e a concorrência, explica a dirigente.

“Há questões que precisamos avaliar: como a família irá sobreviver se toda comunidade produz com veneno? Há o ponto da contaminação, mas também do olhar do mercado. Se por um lado a produção dele é algo importante, por outro enfrenta a concorrência do preço mais barato, porém, com agrotóxico. Isso é um desafio estruturante para definir qual modelo teremos no nosso país.”

Macrossetor e mulheres – Central com maior representação no campo – são 17 federações filiadas e mais de 1.500 sindicatos –, a CUT discute a criação de um macrossetor rural e deve realizar até o final do primeiro semestre deste ano um seminário para apontar o caminho na organização do setor.

“Desde novembro, todos os congressos de federações filiadas à CUT no Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Roraima e Piauí tiveram como centro do debate a construção de um modelo de desenvolvimento para o campo que seja sustentável e avance a partir da reforma agrária.”

Outro ponto comum em todos os encontros, comenta Carmen, foi o crescimento da participação das mulheres do campo, fator que coloca em debate a ocupação dessas trabalhadoras dos cargos de direção.

“Esse reflexo deve estar no comando político do movimento e não só na participação. Esse fruto, que é resultado de manifestações como a Marcha das Margaridas, realizada em parceria com a CUT, mostra o fortalecimento das trabalhadoras e aponta que não abrimos mão do empoderamento nos espaços políticos”, afirma.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Decretos de desapropriação assinados no Maranhão!
Por: Barack Fernandes
"Em 2014 a FETAEMA continuará monitorando e pressionando o INCRA e ITERMA para que todos os pontos reivindicados na pauta do GTM"

Como resultado das reivindicações do Grito da Terra Maranhão, a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Maranhão (FETAEMA) e seus STTR´s filiados já começam a colher bons frutos.

A boa notícia anunciada está semana pelo presidente da Federação, Chico Miguel, é que grandes áreas de terras localizadas em quinze municípios do Maranhão já tiveram assinados os decretos de desapropriação, onde serão beneficiadas cerca de 823 famílias de trabalhadores e trabalhadoras rurais.

A maioria das terras que devem ser desapropriadas para a Reforma Agrária, são grandes fazendas localizadas nos municípios de Alto Alegre do Maranhão, Alto Alegre do Pindaré, Buriticupu, Santa Luzia, Cantanhede, Chapadinha, Itapecuru Mirim, Itinga do Maranhão, Lago Verde, Pedro do Rosário, Santa Quitéria do Maranhão, São Benedito do Rio Preto, Tuntum, Turiaçu e Vargem Grande.

Vale ressaltar que apesar do significativo avanço no processo de aquisição oficial da Terra, a FETAEMA e seus STTR´s filiados alertam aos homens e mulheres do campo que existe um longo processo pela frente para que de fato estas áreas se tornem assentamentos da Reforma Agrária. "Em 2014 a FETAEMA continuará monitorando e pressionando o INCRA e ITERMA para que todos os pontos reivindicados na pauta do GTM sejam atendidos", destaca o presidente da FETAEMA, Chico Miguel.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Escola Casa das Águas Inicia em Março

   Resultado de uma parceria entre a Prefeitura de São Luís, o Instituto Alcoa e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), a Escola Casa das Águas Benedito Pereira iniciará as aulas no dia 10 de março de 2014. 
 
O compromisso firmado pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior garantirá o atendimento à comunidade pesqueira do Taim, na zona rural de São Luís, aliando o currículo da Educação de Jovens e Adultos (EJA) à qualificação profissional. A escola tem capacidade para 80 pessoas.
 
    Esta semana, o secretário municipal de Educação, Geraldo Castro, participou de reunião técnica com a finalidade de alinhar os últimos detalhes para o funcionamento da unidade. Também estiveram presentes o secretário adjunto de Agricultura, Pesca e Abastecimento, Domingos Paz, além de técnicos da Semed, da Semapa e do Instituto Alcoa.
 
A Escola Casa das Águas Benedito Pereira segue um modelo pioneiro no Brasil. Além do Maranhão, a Bahia é o único estado brasileiro a ter unidades de ensino no mesmo modelo. O prédio em que funcionará a Casa das Águas foi construído pelo Instituto Alcoa e doado à Prefeitura de São Luís. Uma articulação de três pastas da administração municipal – Educação; Agricultura, Pesca e Abastecimento; e Criança e Assistência Social – permitirá que sejam realizados cursos de qualificação profissional para os jovens e adultos.
 
 “Este é mais um marco da política educacional determinada pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior. Ao garantir que os jovens e adultos das comunidades rurais sejam capacitados no exercício de uma atividade tão intrínseca ao seu cotidiano, empoderamos esses jovens e adultos, aprimorando a sua concepção de sustentabilidade e meio ambiente e estimulando o empreendedorismo coletivo e individual”, disse Geraldo Castro. 
 
Para Domingos Paz,o local abre possibilidades de fomentar capacitação profissional e, mais que isso, estimular o desenvolvimento econômico. “Queremos que este seja um polo irradiador para a comunidade, para que trabalhemos uma matriz de projetos produtivos em cadeia típica e regional, aperfeiçoando o potencial já existente aqui”, disse.
 
 O primeiro curso, de Piscicultura, começa no dia 17 de março, terá 30 vagas e será viabilizado através do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e do Senar. Posteriormente, no decorrer do ano letivo, a intenção é instalar na escola uma unidade de filetagem do pescado e uma fábrica de gelo, para manutenção e conservação do produto. A Casa das Águas terá também dormitório, para atender aos estudantes em regime de alternância, que estarão no mar por vários dias seguidos.

A lavradora Rosana Mesquita mora há 18 anos no Taim e pretende inscrever-se para o curso de Piscicultura. “Vamos poder usar esse espaço para o desenvolvimento sustentável e formar da nossa comunidade alunos para agricultura e pesca. É muito bom podermos ter a oportunidade de aprender novas técnicas e essa capacitação em piscicultura me agrada muito”, finalizou a jovem. (secom).
 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Denúncia de desigualdade de riquezas no mundo
FOTO: Rel-UITA - Allan McDonald

85 ricos somam tanto dinheiro quanto 3,5 bilhões de pobres no mundo

A organização internacional Oxfam denunciou a desigualdade existente no mundo, onde as 85 pessoas mais ricas acumulam uma riqueza que corresponde à soma de tudo o que as 3,5 bilhões de pessoas mais pobres do mundo possuem.

A Oxfam alerta para o fato de esse grupo de super-ricos possuir um patrimônio maior que o da metade da população do planeta.

A pesquisa "Trabalhar para uns poucos" aborda a desigualdade da economia mundial, causada pelo escandaloso aumento da concentração em massa dos recursos econômicos em mãos dos mais ricos, alertando ser isto uma ameaça para o progresso humano.  

Cerca de 210 pessoas se converteram em multimilionárias durante 2013, unindo-se aos 1.426 multimilionários já existentes com um valor líquido total de 5,4 bilhões de dólares, é o que informa a pesquisa.

Em vez de avançarem juntos, a população mundial está cada vez mais separada pelo poder econômico e político, o que, inevitavelmente, aumenta as tensões sociais e o risco de decomposição da sociedade, destaca.

Cifras citadas pela organização garantem que 1% da população, os mais ricos do mundo, possui 110 bilhões de dólares, o que equivale a 65 vezes a riqueza total desses 3,5 bilhões de pessoas que compõem a metade mais pobre da população mundial.

O diretor executivo de Oxfam, Winnie Byanyima, ao abordar a situação, destacou que esta elite endinheirada, que poderia entrar toda em um ônibus confortável de dois andares, possui mais recursos que três bilhões de pobres.

O documento, publicado poucos dias antes do início do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, conclama os líderes mundiais a enfrentarem este problema gravíssimo e alerta os governos a utilizarem suas receitas tributárias para proporcionar assistência em saúde, educação e previdência social aos seus cidadãos e cidadãs.

Os mais ricos: os intocáveis e mais influentes

Diante das evidentes leis que favorecem essa elite econômica, Oxfam denuncia que do final de 1970 para cá houve redução de impostos para os mais ricos em 29 dos 30 países nos quais essa pesquisa foi feita.

Uma enquete feita em seis países (Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Brasil, Índia e África do Sul) mostrou que a maioria dos entrevistados opinou que as leis se inclinam em favor dos ricos, afirma o relatório.

Por exemplo, quase 80 por cento dos espanhóis e dos indianos, bem como 60 por cento dos residentes no Reino Unido e nos Estados Unidos, estão de acordo ou muito de acordo com que os ricos têm demasiada influência em seus respectivos países.

Por outro lado, no caso específico dos norte-americanos, em 2012, havia 46,5 milhões de pobres e a taxa de pobreza foi de 15 por cento, dos quais 20,5 milhões enfrentavam condições de extrema pobreza, conforme as cifras do Bureau of the Census, o que denuncia o abismo entre este setor e os multimilionários.

Prensa Latina

sábado, 25 de janeiro de 2014

ANO INTERNACIONAL DA AGRICULTURA FAMILIAR

O Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF) 2014 visa a aumentar a visibilidade da agricultura familiar e dos pequenos agricultores, focalizando a atenção mundial em seu importante papel na erradicação da fome e pobreza, provisão de segurança alimentar e nutricional, melhora dos meios de subsistência, gestão dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e para o desenvolvimento sustentável, particularmente nas áreas rurais.
O objetivo do AIAF 2014 é reposicionar a agricultura familiar no centro das políticas agrícolas, ambientais e sociais nas agendas nacionais, identificando lacunas e oportunidades para promover uma mudança rumo a um desenvolvimento mais equitativo e equilibrado.  O AIAF 2014 vai promover uma ampla discussão e cooperação no âmbito nacional, regional e global para aumentar a conscientização e entendimento dos desafios que os pequenos agricultores enfrentam e ajudar a identificar maneiras eficientes de apoiar os agricultores familiares.

O QUE É AGRICULTURA FAMILIAR?

A agricultura familiar inclui todas as atividades agrícolas de base familiar e está ligada a diversas áreas do desenvolvimento rural. A agricultura familiar consiste em um meio de organização das produções agrícola, florestal, pesqueira, pastoril e aquícola que são gerenciadas e operadas por uma família e predominantemente dependente de mão-de-obra familiar, tanto de mulheres quanto de homens. 
Tanto em países desenvolvidos quanto em países em desenvolvimento, a agricultura familiar é a forma predominante de agricultura no setor de produção de alimentos.
Em nível nacional, existe uma série de fatores que são fundamentais para o bom desenvolvimento da agricultura familiar, tais como: condições agroecológicas e as características territoriais; ambiente político; acesso aos mercados; o acesso à terra e aos recursos naturais; acesso à tecnologia e serviços de extensão; o acesso ao financiamento; condições demográficas, econômicas e socioculturais; disponibilidade de educação especializada; entre outros.
A agricultura familiar tem um importante papel socioeconômico, ambiental e cultural.

POR QUE A AGRICULTURA FAMILIAR É IMPORTANTE?

  • A agricultura familiar e de pequena escala estão intimamente vinculados à segurança alimentar mundial. 
  • A agricultura familiar preserva os alimentos tradicionais, além de contribuir para uma alimentação balanceada, para a proteção da agrobiodiversidade e para o uso sustentável dos recursos naturais.
  • A agricultura familiar representa uma oportunidade para impulsionar as economias locais, especialmente quando combinada com políticas específicas destinadas a promover a proteção social e o bem-estar das comunidades. 
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  2014: Ano da Agricultura Familiar
  • Nesta sexta-feira, dia 22 de novembro, as Nações Unidas lançam, oficialmente, o Ano Internacional da Agricultura Familiar 2014. O evento é conduzido pelo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, e está sendo realizado na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, acompanha o lançamento, que segue até às 15h (horário de Brasília).
    Na cerimônia, também serão nomeados três embaixadores especiais do  Ano Internacional da Agricultura Familiar: Ibrahim Coulibaly, presidente da Coordenação Nacional de Organizações Agrícolas do Mali e vice-presidente da Rede de Organizações de Agricultores e Produtores da África Ocidental; Mirna Cunningham, da Nicarágua, ex-presidente do Fórum Permanente das Nações Unidas em assuntos indígenas; e Gerd Sonnleitner, da Alemanha, presidente da Associação dos Agricultores Europeus.
    A celebração do Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF) em 2014, decidida na 66.ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2011, visa a aumentar a visibilidade da agricultura familiar e dos pequenos agricultores, focalizando a atenção mundial em seu importante papel na erradicação da fome e pobreza, provisão de segurança alimentar e nutrição, melhora dos meios de subsistência, gestão dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e para o desenvolvimento sustentável, particularmente nas áreas rurais. 
    O objetivo do AIAF 2014 é reposicionar a agricultura familiar no centro das políticas agrícolas, ambientais e sociais nas agendas nacionais, identificando lacunas e oportunidades para promover uma mudança rumo a um desenvolvimento mais equitativo e equilibrado.  O AIAF 2014 vai promover uma ampla discussão e cooperação no âmbito nacional, regional e global para aumentar a conscientização e entendimento dos desafios que os pequenos agricultores enfrentam e ajudar a identificar maneiras eficientes de apoiar os agricultores familiares.
    Especialistas estimam que haja mais de 500 milhões de áreas de agricultura familiar no mundo, incluindo agricultores de pequena e média escalas, camponeses, povos indígenas, pescadores e criadores de gado. Segundo eles, esta ainda é a forma de agricultura dominante, tanto nos países em desenvolvimento, como nos desenvolvidos.
    Ano Internacional da Agricultura Familiar no Brasil
    Para acompanhar e planejar as atividades relacionadas ao Ano Internacional da Agricultura Familiar o Ministério do Desenvolvimento Agrário criou, no Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro, o Comitê Brasileiro para o Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF). O grupo será composto por 18 órgãos ou entidades públicas – entre eles, 12 ministérios – e representantes da sociedade civil. 
    No Brasil, os mais de 4 milhões de estabelecimentos familiares distribuídos entre os 26 estados e o Distrito Federal alimentam a população nacional e movimentam a economia brasileira, sendo responsável por 33% do Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário e 74% da mão de obra empregada no campo.  Em apenas dez anos, a renda do setor cresceu 52% a partir de políticas públicas que fortalecem a produção e o desenvolvimento.
    Com informações da FAO e do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
    + IMAGEM: Acervo do Instituto Souza Cruz
     

      Prefeitura Implanta Videomonitoramento em Mercados.

    A Prefeitura de São Luis inicia instalação de unidades de videomonitoramento nos primeiros mercados da rede pública da capital, com o objetivo de inibir ações de criminosos e garantir a integridade de feirantes e consumidores. Dois sistemas estão instalados e funcionando nos mercados Central (centro) e Cohab II (bairro Cohab), com bons resultados, dentro das expectativas do programa. 

     Os primeiros levantamentos da Semapa, responsável pela concepção e implantação dos sistemas, apontam para a redução significativa dos casos de furtos, assaltos, vandalismo contra o patrimônio. Até o final do semestre, dois novos mercados  contarão com vigilância através de câmeras de vídeo.

     A instalação de sistemas de vigilância por videomonitoramento tem contribuído para manutenção do clima de tranquilidade nos mercados e feiras. Antes dessa iniciativa, eram frequentes as queixas de furtos e assaltos entre feirantes e consumidores. 
      
      No mercado Central, por exemplo, era comum a presença de pessoas desocupadas e drogadas, que se misturavam aos consumidores, para praticar delitos, causando significativos prejuízos à comunidade de usuários do local, obrigado inclusive, a administração, indenizar o prejuízo das vítimas. 


        Atualmente, com o sistema funcionando 24 horas, a administração antecipa as ações, até antes mesmo de acontecer. Identifica os responsáveis e colabora com a Policia Militar (PM) no fornecimento de provas gravadas para as delegacias. Sabino Gonçalves, feirante há 35 anos, dono de uma banca de verduras e frutas, lembrou que neste mês de janeiro, completou um ano da morte do feirante Alex Aires (Guaraná da Amazônia), morto a tiros por um homem que invadiu o mercado e provocou pânico entre os frequentadores.  

      “Se nós já tivéssemos um sistema de vigilância como esse  que tem agora, talvez ele não tivesse morrido. Na hora que acontecia o “bate boca” o administrador tinha visto   na televisão e acionava imediatamente o posto da Guarda da Polícia Militar permanente no mercado. Ele podia tá vivo agora...”. Conclui o feirante.
         A superintendente de comercialização e abastecimento da Semapa, Cristiani Guedelha, que administra e fiscaliza as feiras e mercados, apontou vantagens adicionais do sistema de videomonitoramento. Citou como exemplos, o fim do furto de mercadorias depois que o mercado fechava a portas, obrigando a administração a cobrir o prejuízo dos feirantes, o cuidado com a destinação do lixo orgânico anteriormente atirado nos corredores a espera  “varrição” no final do expediente e o controle e vigilância sobre as ações de  desocupados e drogados que frequentavam diariamente o mercado.
   
    O secretário da Semapa, Marcelo Coelho, se mostrou bastante otimista com os resultados obtidos pela instalação de unidades de videomonitoramento nos mercados e Central e Cohab II. Ele disse, que a intenção da Prefeitura de São Luis, é disponibilizar sistemas semelhantes em toda rede pública de feiras e mercados e até monitora-los pela internet. Marcelo Coelho disse que “depois de beneficiar os feirantes e a comunidade com a ampliação do horário de comercialização para até as 18 horas, o próximo passo do programa da Semapa, é readequar o sistema de vídeo da Feira da Praia, que foi montado mais nunca funcionou e implantar o sistema de videomonitoramento do mercado da Liberdade”. Completou o secretário.
Mulheres investem em produção de mel em Santa Luzia do Paruá

Cerca de 50 famílias de mulheres trabalhadoras rurais envolvidas com a produção de mel irão participar de capacitação em empreendedorismo e apicultura, no município de Santa Luzia do Paruá. O treinamento, “Santa Luzia mais doce” é uma realização da Secretaria de Estado da Mulher (Semu) com recursos do Fundo de Combate à Pobreza Rural (Fumacop).
De acordo com a coordenadora técnica do projeto, Dayane Silva, em 40 horas aula, elas vão aprender técnicas em produção do mel, manutenção das caixas de armazenamento do mel e local propício para a produção das abelhas, entre outros. "É uma forma de transformar a apicultura em atividade viável para a inclusão social de pequenos agricultores familiares, incluindo as mulheres".
O objetivo do projeto é melhorar as condições financeiras das mulheres, fortalecer as oportunidades econômicas e inserir as mulheres na faixa economicamente ativa do setor produtivo. Visa, também, possibilitar o acesso de outras famílias na atividade.  

Capital do mel
As mulheres beneficiadas fazem parte a Associação Ruralista do Centro do Martin e Centro do Lelau, do município de Santa Luzia do Paruá, localizado a 370 km de São Luís.
Capital maranhense do mel, Santa Luzia do Paruá, localizada no centro da região do Alto-Turí, noroeste do Maranhão, na Amazônia Maranhense, é referencia na produção de mel de abelhas africanizadas. A apicultura no município, nos últimos anos, tornou-se uma das principais atividades econômica. Ganhou força e que só perde para a agropecuária.
O período de produção de mel, de acordo com os produtores locais, vai de julho a outubro e uma pequena produção ao final do mês de janeiro.

Equipamentos
Entre as ações do projeto, a aquisição de equipamentos como centrífuga elétrica de 64 quadros, para extrair o mel dos favos pela sucção do ar giratório; e decantador, que coloca o mel para fazer o processo de decantação de alguma impureza, como farelos de cera.
Outros equipamentos proporcionados por meio do projeto, o Cilindro alveolador, que cilindra a cera para ser colocada nos ninhos; e Maquina de sache, que embala o mel em pequeno flaconetes de plástico PVC de 1 cm de diâmetro. Também Enchedeira pressurizada cilíndrica, que comprimi o mel para dentro do sachê, entre outros maquinários. (Secom)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Planejamento da CONTAG define como eixo central ações do Ano Internacional da Agricultura Familiar

O Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF) em 2014 teve destaque nos debates realizados nesta semana na 4ª oficina do Planejamento Estratégico da CONTAG para o mandato 2013-2017. Em trabalho de grupo, foram definidas as estratégias e atividades prioritárias, como ações de massa, divulgação e inserção dos(as) agricultores(as) familiares nesse processo.

Uma definição da sociedade civil latino-americana, em reunião da Aliança Latino-Americana e Caribenha por Soberania Alimentar, e ainda do Comitê Internacional de Planificação (CIP), espaços que a CONTAG integra, que como forma de deixar clara a posição de que existem duas agriculturas, com objetivos totalmente adversos. Uma composta pela agricultura familiar, campesina e indígena, populações tradicionais, etc, e do outro lado um desenvolvimento com foco na exportação. Portanto, foi reafirmada a importância de ampliar a denominação deste ano para Ano Internacional da Agricultura Familiar Campesina e Indígena (AIAF/CI).

As ações foram pensadas a partir de três focos estratégicos: diálogo com a sociedade a respeito da importância da agricultura familiar para a soberania e segurança alimentar e nutricional; o diálogo com os governos a respeito da importância de políticas específicas de fortalecimento da agricultura familiar, campesina e indígena; e o empoderamento dos principais sujeitos deste processo que são os agricultores(as) familiares.

Nesse sentido, para 2014, estão sendo programadas atividades articuladas ao tema do AIAF/CI, como o Grito da Terra Brasil, seminários regionais, pesquisas e a adesão à mobilização global no Dia Mundial da Alimentação, em 16 de outubro, por exemplo.
FONTE: Imprensa CONTAG - Verônica Tozzi

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

AGENDA RURAL.














































































































































03/ 02/ 2014 - 04/ 02/ 2014 - 1a. reunião 2014 da 1a. turma de julgamento regional da CER-PROAGRO.
Participantes: Décio
Local / Hora: Espl.Min.Bl. D -6º andar - 9às 18h
04/ 02/ 2014 - 04/ 02/ 2014 - Audiência com o Ministro do Trabalho e Emprego.
Participantes: Alberto, Juraci, Dorenice, Elias (outros a confirmar)
Local / Hora: MTE - 17h
04/ 02/ 2014 - 04/ 02/ 2014 - Seminário Internacional Programa de Aquisição de Alimentos no Ano Internacional da Agricultura Familiar - MDS/MDA/FAO/PMA.
Participantes: a confirmar
Local / Hora: Brasília - DF - 9h ás 19h
05/ 02/ 2014 - 07/ 02/ 2014 - 6º - CETTR - Congresso Estadual de Trabalhadores(as) Rurais - FETAG-PI.
Participantes: a confirmar
Local / Hora: Atlantic City -Teresina - PI
10/ 02/ 2014 - 14/ 02/ 2014 - VI Congresso Nacional do MST e 13/02 -Ato em defesa da Reforma Agrária - 18h.
Participantes: a confirmar
Local / Hora: Ginásio Nilson Nelson - Brasília
10/ 02/ 2014 - 25/ 02/ 2014 - III Etapa de Escolarização dos Cursos do PRONATEC/CAMPO - CONTAG-IFB.
Participantes: Zé Wilson e diversos assessores(as) CONTAG
Local / Hora: CESIR
14/ 02/ 2014 - 20/ 02/ 2014 - 5º Encontro Mundial do Fórum de Agricultores - Foro Campesino 2014.
Participantes: Alberto, Alessandra
Local / Hora: Roma
17/ 02/ 2014 - 21/ 02/ 2014 - Conferência Nacional de Educação - CONAE com o tema O PNE na Articulação do Sistema Nacional de Educação.
Participantes: Ze Wilson e assessoria
Local / Hora: CICB - Brasília
17/ 02/ 2014 - 21/ 02/ 2014 - II Conferência Nacional de Educação - CONAE-2014.
Participantes: Ze Wilson, Eliene
Local / Hora: Brasília - DF
18/ 02/ 2014 - 21/ 02/ 2014 - 9º Congresso Estadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais - FETARN.
Participantes: a confirmar
Local / Hora: Mardunas Centro de Eventos - S. José de Mipibu - RN

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013



Reconhecimento 
Secretário-Adjunto da Semapa, Domingos Paz recebe homenagem da Câmara de Vereadores de São Luís
O Secretário-Adjunto da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento de São Luis (Semapa) e liderança histórica do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Domingos Paz foi homenageado pela Câmara Municipal de São Luís com a Medalha do Mérito Simão Estácio da Silveira. A honraria foi entregue pelo vereador e colega de partido, Roberto Rocha Júnior, em solenidade realizada no dia  19 de dezembro de 2013, na sede das Federações das Indústrias do Maranhão (Fiema), em São Luís.

Durante a cerimônia, Domingos Paz agradeceu a honraria concedida pelo parlamento municipal. "Agradeço ao vereador Roberto Rocha Júnior e a todos os vereadores da Câmara Municipal de São Luís por esta homenagem. Fico muito feliz em receber esta medalha das mãos de um jovem vereador, uma das mais novas e importantes lideranças políticas socialistas do nosso Estado, eleito o mais atuante e melhor vereador desta legislatura, neste primeiro ano de mandato", destacou Paz. 

O vereador Roberto Rocha Júnior (PSB) foi escolhido pelos leitores do blog do jornalista Gilberto Leda como o vereador mais atuante de 2013. Júnior recebeu 522 votos na enquete feita no blog, que durante dez dias ficou á disposição para que os leitores votassem. O resultado da enquete é o reflexo do excelente trabalho que o vereador Roberto Júnior está desempenhando no legislativo municipal. 

Durante todo este ano, o parlamentar, que é o mais jovem vereador da câmara, tem se destacado com projetos e indicações de grande interesse social, sempre voltado em atender os reclames e anseios da população mais carente de São Luís. Um exemplo foi o Banco da Cidade, projeto de sua autoria que vai disponibilizar empréstimos a juros baixos e fomentar o empreendedorismo em São Luís. 

"Fico muito feliz em fazer esta homenagem ao Secretário Adjunto Domingos Paz pela sua história de vida e de lutas em defesa da agricultura familiar do Maranhão, do socialismo no campo e nas cidades e por sua atuação na Secretaria, onde vem trabalhando junto com o Secretário Marcelo Coelho, pelo desenvolvimento da nossa cidade. Sinto-me muito honrado em fazer esta homenagem a este grande dirigente do sindicalismo rural do Maranhão e do nosso partido, PSB", disse Rocha Júnior. 
 
O Prefeito Edivaldo Holanda Júnior e o vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha, também foram agraciados com a honraria, concedida pela mesa diretora da Casa. “Significa muito para mim ter o reconhecimento dos vereadores da capital e, consequentemente, da população de São Luís, da qual tenho orgulho de fazer parte”, afirmou Roberto Rocha. 

O vereador Pavão Filho (PDT), orador oficial da medalha, falou da satisfação do poder legislativo em agraciar personalidades que contribuíram e contribuem para o desenvolvimento da cidade. Pavão ratificou a presteza com a qual a Câmara Municipal atende as demandas da sociedade e apóia o governo do prefeito de São Luís. 

“É no município que estão as demandas do cidadão. A Câmara tem colaborado da melhor forma possível para devolver ao patrão, que é o povo, as demandas sociais, dentro das suas responsabilidades. Vamos continuar lutando pelos interesses do povo da nossa capital ao lado de prefeito, destacou.

A Medalha Simão Estácio da Silveira é considerada a maior honraria do Legislativo Ludovicense. A homenagem foi instituída pela Lei Orgânica do Município e regulamentada pela Resolução do Plenário 05/95, destinada a agraciar personalidades que tenham prestado relevantes serviços para o município de São Luís. Simão Estácio da Silveira foi o primeiro presidente da Câmara Municipal de São Luís, empossado em 9 de dezembro de 1619.

Com informações da Secom da Prefeitura de São Luís e blogs dos jornalistas Gilberto Leda e Martin Varão. Fotos: Paulo Caruá (Direitos Autorais).